Licao EBD 12 dolescentes

# A MENSAGEM

“Então senti que era necessário escrever agora para animá-los a combater a favor da fé que, uma vez por todos, Deus deu ao seu povo.”
Judas 3



# Objetivos da Lição
– Apresentar panorama da Carta de Judas;
– Valorizar a graça de Deus;
– Motivar os adolescentes a manterem-se fiéis em Jesus Cristo.

Os atletas de forma geral costumam desenvolver uma alimentação saudável, a prática de um treino forte e sono de qualidade, a fim de terem um bom desempenho. Caso um desses elementos seja desconsiderado, o resultado pode ser impactado negativamente.
De forma semelhante, os cristãos também devem praticar suas disciplinas espirituais (jejum, oração, leitura da Palavra, comunhão e vigilância) com equilíbrio e persistência; caso contrário, serão presas fáceis dos falsos pregadores.

No estudo de hoje, vamos fazer uma imersão na Carta de Judas e extrair dela algumas importantes lições para nosso caminhar na fé.

I. UMA LIÇÃO PANORÂMICA DA CARTA DE JUDAS

A Carta de Judas foi escrita provavelmente entre 65 e 80 d.C. Trata-se de um texto relativamente curto, porém com uma mensagem atual e necessária: “lute pela fé”!
Mergulharemos em suas palavras a fim de compreendermos o que ele tem a nos ensinar.

# 1. Quem escreveu essa carta?
O autor se identifica como “Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago” (Jd 1).
Trata-se do filho de José e Maria (Mt 13.55; Mc 6.3), irmão de Tiago (líder da igreja de Jerusalém) e meio-irmão de Jesus.
Inicialmente, ele não cria em Jesus (Jo 7.5), mas se tornou um dedicado e fiel servo do Senhor (At 1.14).
Ele tinha plena convicção de que seu parentesco físico com Jesus não lhe conferia privilégios (Mt 12.46-50); pelo contrário, tinha prazer em se identificar como “servo de Jesus Cristo” (Jd 1).

# 2. Para quem a carta foi escrita?
Diferente de outras cartas do Novo Testamento que se destinam a indivíduos (Timóteo, Tito e Filemom) ou a igrejas geograficamente definidas (Roma, Filipos, Tessalônica etc.), esta carta é endereçada a um público bem abrangente:
“aos que foram chamados, isto é, àqueles a quem Deus, o Pai, ama e a quem Jesus Cristo protege” (Jd 2).

Uma leitura atenta da carta mostra que esses irmãos conheciam bem o Antigo Testamento, pois o autor os lembra:
– da saída do Egito (v.5),
– dos anjos caídos (v.6),
– da imoralidade dos moradores de Sodoma e Gomorra (v.7),
– dos maus exemplos de Caim, Balaão e Corá (v.11).

Provavelmente eram judeus convertidos a Jesus Cristo que moravam em diversos territórios do Império Romano.

# 3. Por que a carta foi escrita?
Judas tinha em mente escrever “a respeito da salvação” (Jd 3), entretanto, ao perceber o perigo que esses irmãos estavam expostos, por causa dos falsos mestres que não temiam a Deus, ele preferiu dar um tom de urgência à carta, convocando os leitores a:
“combater a favor da fé que, uma vez por todos, Deus deu ao seu povo” (v.3).

Por essa razão, podemos dizer que a carta foi escrita e direcionada aos irmãos com o propósito de:
– adverti-los contra o perigo de se desviarem da fé, mediante a influência dos falsos mestres,
– exortá-los a perseverar na fidelidade a Jesus.


Auxílio Teológico
> “Na epístola de Judas, temos o grito de guerra cristão, que ecoa por todos os eras: batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Esta carta, o último do Novo Testamento, ensina com grande ênfase, que essa oposição ao credo verdadeiro, com suas verdades essenciais da expiação de Cristo, e a validade permanente da Lei, como a regra de vida, é a perdição garantida; ela revela claramente para todas as gerações, a conexão inseparável entre a crença correta e um modo de vida apropriado.”
> (BERKHOF, Louis. Introdução ao Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2018 p. 292).

II. OS FALSOS PROFESSORES E SUAS MENTIRAS

A Igreja de Jesus, historicamente, teve de aprender a lidar tanto com a perseguição dos de fora quanto com os hereges de dentro, ou seja, daqueles que falsamente alegavam ser cristãos.
E é exatamente sobre esse segundo grupo, os falsos professores, que Judas está advertindo seus destinatários.

# 1. Quem são os falsos mestres?
Os falsos professores sempre estiveram presentes ao longo do tempo, colocando em risco a vida e a pureza da igreja, tentando distorcer, seduzir e enganar os fiéis com seus falsos ensinamentos.
Eles se fazem de ovelhas, mas são verdadeiros lobos (Mt 7.15).

Judas os descreve com as seguintes características:
– não temem a Deus,
– são dissimulados,
– praticam e ensinam imoralidade,
– são incrédulos acerca de Jesus Cristo,
– estão destinados à condenação (Jd 4),
– desprezam a autoridade divina (v.8),
– são blasfemos (v.10),
– egoístas, hipócritas (v.12-13),
– vivem resmungando e acusando os outros (v.16).

Paulo, escrevendo a Timóteo, após descrever o perfil dos falsos ensinadores, recomendou ao jovem obreiro que “fique longe dessa gente” (2 Tm 3.5).

# 2. O que eles ensinavam?
Os falsos professores ensinavam uma distorção da doutrina da graça — onde perdão e poder são oferecidos para justificar o erro e não triunfar sobre o pecado.
Para eles, a graça era uma boa desculpa para continuarem praticando seus pecados de estimação:
> “eles torcem a mensagem a respeito da graça do nosso Deus a fim de arranjar uma desculpa para sua vida imoral” (Jd 4).

Eles acreditavam que o juízo divino não viria porque Deus os amava.
Também, em nome de uma pretensa espiritualidade, não se submetiam a ninguém (v.8).

# 3. Qual será o destino deles?
A partir de três exemplos extraídos do Antigo Testamento:
– os incrédulos e rebeldes de Israel (Jd 5; Nm 14.27-30),
– os anjos caídos (Jd 6),
– os homens imorais de Sodoma e Gomorra (Jd 7; Gn 19.24-25),

onde Deus aplicou seu justo juízo sobre os que resistiram à sua autoridade e se afastaram da verdade,
Judas garante aos seus leitores que Deus julgará os falsos mestres.

Assim como:
– os incrédulos foram enterrados no deserto,
– os anjos rebeldes estão presos na escuridão,
– Sodoma e Gomorra foram queimadas,

da mesma forma, os falsos mestres receberão sua condenação.
Judas afirma que o juízo de Deus será inevitável, universal e justo (Jd 14,15).

Auxílio Devocional
> “No Igreja Primitiva, quando a Ceia do Senhor era celebrada, os crentes faziam uma refeição completa antes de repartir o pão e o vinho da comunhão. A refeição era chamada festa de caridade (ou refeição de comunhão); esta devia ser uma ocasião sagrada de comunhão para preparar o coração das pessoas para a Ceia do Senhor. No entanto, os falsos professores participavam destas refeições e arruinavam as reuniões dos cristãos apenas por sua presença. […] Em lugar de cuidar das necessidades dos outros, a única preocupação dos falsos professores era satisfazer as suas próprias necessidades.”
> (Comentário do Novo Testamento. Aplicação pessoal. vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.815).


III. O DESAFIO DO CRISTÃO É PERMANECER FIEL

De acordo com Judas, os cristãos são desafiados a nunca se esquecerem da Palavra de Deus (Jd 17-19), pois ela é o antídoto contra as heresias.
Eles devem progredir na fé, edificando uns aos outros e a si mesmos por meio da oração (v.20) e do amor (v.21).

Por fim, os cristãos também devem:
– tratar de modo afetuoso e com encorajamento aqueles que estão começando a duvidar da fé (v.22), para fortalecê-los e recuperá-los;
– quanto aos que estão se perdendo, buscá-los com toda a prudência necessária (v.23).

A sua vida deve fazer a diferença onde quer que estiver, afinal, você é um adolescente cristão.
Avalie, primeiramente, o seu coração e veja se você não está sendo atraído por ensinamentos estranhos à Palavra de Deus.
Fortaleça sua fé através do conhecimento da Palavra e da prática da oração e do jejum.
Conte com o Espírito Santo neste processo.

Numa época plural como a nossa, onde cada pessoa quer viver do jeito que deseja, somos convidados a um comprometimento com Jesus Cristo, pois só Ele é poderoso para nos guardar e nos conduzir à glória eterna (Jd 24,25).

Já que no caminho em direção à Eternidade há muitas tentações e perigos,
seja fiel a Jesus e jamais se dobre aos propósitos mundanos tão presentes nesta geração.
Ser fiel a Deus é fundamento inegociável para a salvação.

Auxílio Apologético
> “A tolerância legal é o direito que cada um tem de acreditar em qualquer crença (ou em nenhuma) que se queira acreditar. Tal tolerância é muito importante em nossa sociedade, e nós, como cristãos, devemos manter nossa convicção de que ninguém jamais deve ser coagido a crer no que cremos. […]
> Mas a tolerância […] trata-se de uma tolerância desprovida de crítica que evita o debate enérgico na busca da verdade. […] Este tipo de tolerância é usado como desculpa para o ceticismo perpétuo, para manter distância de qualquer compromisso com a religião.”
> (LUTZER, Erwin. Cristo entre outros deuses: uma defesa da fé cristã numa era de tolerância. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p. 31-32).


CONCLUSÃO

Batalhar pela fé é um dever de todo cristão.
Fazer isso com educação, respeito e amor ao próximo é o nosso maior desafio.

– Dedique-se, a cada dia, a ler e a obedecer a Palavra de Deus.
– Aumente seu tempo de oração com Deus e busque a santificação.

Esse é o caminho da fidelidade a Deus.
Prossiga nele, em todo o tempo!

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